Inicia hoje julgamento de seis indivíduos acusados de conspiração contra o Estado

Arrancou hoje no Tribunal Judicial do distrito de Dondo, o julgamento de seis indivíduos acusados de conspiração contra a segurança do Estado, nomeadamente, apoio a auto-proclamada Junta Militar da Renamo, liderada pelo Major-General Mariano Nhongo, acusado de comandar ataques amados na região cen

 

Mitro do país.

De entre os acusados destaque vai para Sandura Ambrósio, antigo deputado e delegado da Renamo em Sofala. Este é tido como o financiador.

Dos seis co-arguidos, cinco foram detidos na estacão de comboio de Dondo, idos do distrito de Marromeu, onde foram alegadamente recrutados por António Bauase, membro da assembleia provincial da Renamo, que fazia parte do grupo.

O Co-arguido Anival Joaquim, foi o primeiro a ser ouvido. Ele contou ao Tribunal que foi detido no dia 5 de Janeiro deste ano, quando desceu do comboio e após se juntar com os seus colegas Gabriel Eugénio e António Bauase.

Anival Joaquim disse que foi contactado em Marromeu por Gabriel e Bauase para trabalhar numa empresa de segurança privada, denominada Mambas, que pertence a Andura Ambrosio, antigo deputado da Renamo.

Segundo Joaquim, ainda em Marromeu, entre os dias 2 a 4, de Janeiro, Bauase ligou para o suposto proprietário da empresa de segurança privada, na presença dele e do Gabriel com o telefone em viva voz dizendo o seguinte: “Eu já tenho duas pessoas aqui, só que não tenho passagem”.

Em resposta, o referido patrão, disse o seguinte: “Se não tens dinheiro ai pede emprestado que eu te devolverei aqui no Dondo”.

Bauase disponibilizou, no dia seguinte, dia 4, 600 meticais para cada um e depois seguiram os três no mesmo dia de comboio para Dondo, onde chegaram no dia seguinte.

Chegado no Dondo Bause indicou que o destino final seria Dondo, facto que levantou uma acesa discussão entre os três. Enquanto discutiam apareceram as autoridades policias que os detiveram. Ele contou ainda que passado algum tempo foi trazido para junto deles um outro cidadão denominado Rogério Tomo, baleado na barriga que ele não conhecia e nem sabe dizer se este fazia parte do grupo que veio de Marromeu.

Em sede de acusação respondendo a uma pergunta para saber porque não seguiram viagem para Nhamatanda o reu acrescentou dizendo eu disseram ao Bauase que o dinheiro que receberam não seria suficiente para esta viagem para além daquilo que disse o combinado não era para ir trabalhar em Nhamatanda mas sim no Dondo.

O réu acrescentou que quando saiu de Marromeu, não sabia que salário havia de auferir e que não e verdade que Bauase tenha prometido que receberia um salario de 25 mil meticais, conforme consta no despacho da pronuncia.

Em sede de defesa e perante uma insistência o reu disse que vinha no Dondo para trabalhar numa empresa de segurança e aqui e onde procuraria saber do salário mensal. Que se não gostasse do salário poderia retornar a Marromeu. Ele acrescentou que de Marromeu para Dondo o custo de viagem são 160 meticais. O dinheiro que o reu recebeu serviria para cobrir esta despesa de volta a Marromeu se assim o entendesse. Anival Joaquim disse ainda que não conhece o senhor Domingos Marrime, outro co-réu e que conheceu Sandura Ambrósio quando se dirigiram a PIC para efeitos de registo criminal saídos da cadeia central da Beira.

Anival explicou ainda que Estando na sua cela na Cadeia central da Beira, em nenhum momento Sandura Ambrósio terá falado com ele para lhe pedir para não lhe denunciar no interrogatória que se seguiria, conforme a acusação do Ministério Público, com a promessa de que caso fosse solto, criaria condições para a sua libertação.

Está previsto que sejam ouvidos ainda hoje mais dois co-réus. As sessões de julgamento, segundo o juiz da causa, Carlitos Teófilo, para garantir a celeridade do mesmo, irão prosseguir na quarta e sexta-feira da próxima semana.

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